Blog de notícias sobre o livro de Deborah Goldemberg, Editora Carlini & Caniato.

terça-feira, 30 de março de 2010

Motivo de Orgulho

Hoje recebi um depoimento muito valioso sobre o Fervo, de Jorge Bodanzky, cineasta que dirigiu o filme Iracema - Uma Transa Amazônia, que é absolutamente fantástico! Hoje, ele coordena uma iniciativa muito interessante de arte-educação na Amazônia: www.tvnavegar.com.br
"Li o seu livro. Gostei muito, achei-o muito verdadeiro e coerente com que acontece na Amazônia."

sexta-feira, 26 de março de 2010

Resenha no Guia da Folha

Pelo lado bom, agora sou oficialmente uma escritora resenhada! (agradeçimentos especiais ao super assessor Nicolau Kietzmann). Por outro lado, o olhar crítico sempre cutuca um pouquinho!!! Saiu hoje no Guia da Folha uma resenha de O Fervo da Terra, por Donizete Galvão. Abaixo, o texto na íntegra:
-
....A antropóloga Deborah Goldemberg trabalhou durante muitos anos com projetos em comunidades indígenas, quilombolas e grandes fazendas. Por isso, conhece muito bem a realidade da ocupaçào das terras e os conflitos dessa expansão das fronteiras.
....O Fervo da Terra, ambientado no norte do Mato Grosso, narra a história do migrante gaúcho Luis de Castilhos, do índio Aké (apelidade de Juruna) e de Messias, líde de um garimpo em Peixoto de Azevedo. Nos anos 1970,o gaúcho Luis muda-se para a região, começa o desmate e torna-se um próspero fazendeiro.
Aké, incorporado à familia ainda menino, vai se tornando empregado, capataz e administrador da fazenda. Nos anos 1990, a chegada do garimpo instala o conflito entre colonos e garimpeiro. O arraial de Peixoto incha, surgem bordéis, disputas e um clima de tensão permanente.
....Toda a história é narrada na voz cabocla de Aké, no estilo rústico dos homens da terra. Apesar do plano de fundo histórico interessante, a autora peca pelo didatismo. Acaba fazendo um relato jornalístico e superficial. A novela, que poderia se aprofundar nesse caldeirão multiétnico, torna-se esquemática e previsível.
_
Avaliação: Regular
(poderia ser: ruim, regular, bom ou ótimo!)

sábado, 13 de março de 2010

Opinião do Leitor

Recebi um e-mail do Sr. Gomi, que leu o Fervo da Terra e escreveu um "feedback" daqueles que todo escritor sonha receber. Obrigada, Gomi!
*
Oi Deborah,
Que bom que agora tenho o seu e-mail.
A leitura do Ferv da Terra foi uma das coisas mais gostosas e emocionantes que eu experimentei neste início de ano!!!
A leitura fez-me voltar à minha infância pois eu fui criado na roça como diria o seu Aké Panará ou melhor o Juruna. A cada passagem do livro para mim era um devaneio trazendo-me a lembrança do meu curso primário e ginasial, como chamávamos naquela época, e que à luz de lamparina (espero que você saiba o que é isto) eu escrevia cartas ou cantava à luz do luar com os peões.
Sabe que no sítio do meu paí tinha sempre 10 a 15 peões que ele vinha recrutar na "Estação do Norte", como era conhecida a estação Roosevelt no Braz. Aliás eu sempre fico imaginando como é que o meu pai com aquele português todo "trevessado", como diria o Juruna, conseguia andar por São Paulo na década de 40 e levar aqueles peões para a cidade de Pompéia, a 500 km de São Paulo, onde eu nasci e que era servida pela melhor estrada de ferro do estado que era a Companhia Paulista de Estrada de Ferro..
Uma coisa que eu não sabia e aprendi ao ler o seu livro é que o escritor tem que escolher o narrador e seu liguajar!! Muito interessante. Agora sei porque a maioria dos romances realmente tem um narrador.
Dada a minha criação, aquele linguajar soa para mim como uma música, pois eu era o "escriba" dos peões. Eram mineiros, baianos, alogoanos, pernabucanos, enfim todos da Bahia para cima e valentes como um touro enfurecido. Mas na hora de escrever a carta para as namoradas que eles diziam terem deixado no "nohte" eu me divertia muito com o liguajar deles, e da maneira como eles demonstravam o carinho para a amada, que era o do Juruna, e eu não podia corrigir porque as namoradas, se é que tinham, não iriam entender ao receber as cartas.
E as modas de viola!!! Cantando o "Noite Alta Céu Risonho" criação de Vicente Celestino, (você conhece?) sentado sôbre uma tora sob um pé de uma goiabeira em noite de luar, era um verdadeiro relax...
Deborah, parabéns pelo seu belo livro no qual você descreve muito bem a luta por um sonho e a sua morte na pessoa do Sr. Luiz. De uma maneira sutil você conseguiu mandar um libelo para os poderes constituidos!!! A mágua contida de Fernanda. O nascimento e o ocaso de um garimpo, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente no interior da floresta amozonica do Pará às margens do Rio Juruá, os bordéis, enfim você foi capaz de trazer tudo isso vivo em nossa visão, e no liguajar gostoso do caipira regional.
Enfim, precisamos sentar um dia e consversar sôbre estas coisas gostosas que dão um romance.
Eu vou me despedindo dizendo a você parabéns, continue escrevendo que você tem talento para tal!!!...
Um forte e fraterno abraço e beijos do
Gomi

terça-feira, 9 de março de 2010

Visão do Pezão

Agradeço à colorida matéria e as fotos que Marco Pezão (Poiesis) fez sobre a Récita Maloqueirista e re-lançamento de O Fervo da Terra no domingo passado no blog: http://circulandoverso.blogspot.com/