O FERVO DA TERRA

Blog de notícias sobre o livro de Deborah Goldemberg, Editora Carlini & Caniato.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Matéria de Primavera do Leste

Acima, uma matéria que saiu na mídia local de Primavera do Leste, sobre o evento "Camara Cultura" do qual participei falando de O Fervo da Terra e respondendo às perguntas dos alunos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tour Literária pelo Mato Grosso II

No segundo dia de Mato Grosso, rumamos para o Município de Primavera do Leste, onde fomos recebidos na Camara de Vereadores, pelo Presidente da Camara Felipe Nogueira, como parte do projeto cultural Camara Cultura.
A idéia do projeto é valorizar a cultura no Município. Três escolas trouxeram alunos para uma a palestra sobre O Fervo da Terra. O evento foi prestigido pelo Vice-Prefeito e o Secretário de Educação do Município. Estiveram presentes os representantes da Associação dos Escritores de Poxoné, Município vizinho de grande ebulição cultural. A mídia local divulgou o evento amplamente. Veja neste LINK uma matéria que saiu num jornal local. Fotos de José Paulo Traven

Tour literária pelo Mato Grosso I

O Fervo da Terra fez ferver as escolas do Mato Grosso durante dois dias. A convite do Prof. Paulo do Colégio Master, que adotou o livro no currículo escolar, falei sobre o livro e o processo criativo para 360 alunos do período da manhã e 180 alunos no período da tarde.
Após uma sessão de perguntas, "rolou" uma sessão de autógrafos.As meninas e meninos do Colégio dos segundo e terceiro anos do Ensino Médio, alguns já fazendo cursinho, fizeram várias perguntas sobre a vida de escritor. Vários deles já estão com blogs e muitas idéias na cabeça. Adorei!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Volta do Mato Grosso

Acabo de voltar do Mato Grosso e já recebi boas novas da terrinha. Os alunos da Escola Estadual Prof. Alda G Scopel postaram sobre o evento que aconteceu na Camara de Vereadores do Município de Primavera do Leste, colocaram fotos da palestra sobre O Fervo da Terra e um comentário muito legal sobre o livro. Vale visitar o blog deles! É só clicar AQUI.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Fervo na prateleira da Cultura!

Ontem aconteceu um momento especial para mim, coisa de escritora inciante...
Estava tomando um suco no V Café, na Livraria Cultura da Avenida Paulista, com a Joana Setzer, uma amiga que vive em Londres. Conversa vai e conversa vem, ela, que é fã do meu blog, diz que ainda não leu o O Fervo da Terra. Eu disse, "Que pena, eu poderia ter trazido um para você." Ela, naturalmente, disse, "Imagine, eu compro aqui na Livraria!"
Na hora, tive aquela sensação melancólica, de saber que muito provavelmente chegaríamos na prateleira de Literatura Brasileira e, entre Hatouns e Machados, o meu sobrenome não constaria. Tenho esse hábito de verificar a presença dos meus livros em todas as livrarias que entro e...nunca tinha rolado de eu encontrar um exemplar exposto. Triste verdade.
Mas, eis que Joana, livre, leve e solta, aproxima-se do vendedor, ele olha no computador e diz, "O livro está disponível!" Eu quase cai para trás!!!!Corremos até lá para verificar esse fato inusitado e realmente estava lá!!!Foi um momento emocionante para mim!!! Joana foi para casa com seu exemplar autografado e eu feliz da vida!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Notícias de Cuiabá

No Mato Grosso, O Fervo da Terra, anda agitando uma escola técnica em Cuiabá. Ramon Carlini (editor) andou por lá divulgando o livro e o Prof. Paulo Pimentel está trabalhando os temas em sala da aula. Abaixo, um e-mail que acabo de receber dele:

Oi Deborah,

Parabéns por seu livro. É fluido, suave, ao mesmo tempo profundo, questionador, inquietante. O melhor é que essa não é a leitura de um professor, mas sim dos alunos. Eles estranham o linguajar de Aké, incomodam-se por sua pseudo ingenuidade e pela crueldade do lugar, pela maldade da terra (da terra?). Tenho agora um prato cheio de possibilidades de discussão. É interessante nossa ignorância a respeito de nossas bases, nossa origem, nosso povo, nossa terra. O livro é o primeiro passo para uma consciência que está esquecida, ou que se quer esquecida. Partindo dele, podemos repensar nossa (s) identidade (S). E a culpa é sua (hehehe). Obrigado por este presente.

Passarei seus contatos para os alunos e pedirei a eles que escrevam. Ganhamos nós...

Um grande abraço e em breve espero te conhecer pessoalmente.

Paulo Pimentel

O Fervo do EGEL, RS

Ao lado dos colegas Italo Ogliari, Joselma Noal e o Professor Mauro Povoas, rolou um bate-papo literário com os alunos de Letras do Rio Grande do Sul, reunidos em Rio Grande (Univ. Federal) para seminários e muita festa!
É sempre um prazer especial divulgar o livro na terra de Seu Luis. O Prof. Povoas instigou-se pela "caboclização" do gaúcho que ocorre no livro, mas alertou que os gaúchos tradicionalistas talvez se incomodassem como desfecho amoroso da história (que ele adorou!).
Agradeço a Prof. Rubelise da Cunha e a equipe do EGEL, pelo convite e a calorosa recepção.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Entrevista para AmazonSat

Durante minha passagem por Manaus, "rolou" uma entrevista para o programa diário Amazonia Agora, na Amazon Sat, para falar do lançamento amazonense de O Fervo da Terra. O programa é transmitido em vários estados da Amazônia. Quem quiser rever é só clicar AQUI.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Fervo em Manaus

O lançamento manaoara de O Fervo da Terra aconteceu na Livraria Valer, após a minha palestra sobre Rachel de Queiroz na "Quinta Literária", evento que acontece há 11 anos e já formou muita gente de lá em literatura brasileira sob a orientação de Tenório Telles.
Nesta foto, estou no meio da palestra. No fundo, um quadro de uma artista de Manaus que se trouxe seu trabalho para decorar o ambiente da palestra. Fotos: José Farias (AM).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Agora é oficial:

O Fervo da Terra é o livro mais transbrasileiramente lançado dos últimos tempos! Depois do super lançamento em Cuiabá, o de Porto Alegre, os dois paulistanos, agora é a vez de Manaus. A convite da Livraria Valer, de Tenório Telles, eu sigo para o lançamento amazonense de O Fervo da Terra na semana que vem:
Todas as informações estão neste LINK.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Recado amigo:

De Paulo Almeida, poeta paulistano:
Finalmente li "O Fervo da Terra". A mesma ebulição e êxtase ao ler "Noites do Sertão", que eu amo. Parabéns, querida e talentosa escritora. Narrativa ágil, objetiva e lírica. Beijo, Paulo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Motivo de Orgulho

Hoje recebi um depoimento muito valioso sobre o Fervo, de Jorge Bodanzky, cineasta que dirigiu o filme Iracema - Uma Transa Amazônia, que é absolutamente fantástico! Hoje, ele coordena uma iniciativa muito interessante de arte-educação na Amazônia: www.tvnavegar.com.br
"Li o seu livro. Gostei muito, achei-o muito verdadeiro e coerente com que acontece na Amazônia."

sexta-feira, 26 de março de 2010

Resenha no Guia da Folha

Pelo lado bom, agora sou oficialmente uma escritora resenhada! (agradeçimentos especiais ao super assessor Nicolau Kietzmann). Por outro lado, o olhar crítico sempre cutuca um pouquinho!!! Saiu hoje no Guia da Folha uma resenha de O Fervo da Terra, por Donizete Galvão. Abaixo, o texto na íntegra:
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....A antropóloga Deborah Goldemberg trabalhou durante muitos anos com projetos em comunidades indígenas, quilombolas e grandes fazendas. Por isso, conhece muito bem a realidade da ocupaçào das terras e os conflitos dessa expansão das fronteiras.
....O Fervo da Terra, ambientado no norte do Mato Grosso, narra a história do migrante gaúcho Luis de Castilhos, do índio Aké (apelidade de Juruna) e de Messias, líde de um garimpo em Peixoto de Azevedo. Nos anos 1970,o gaúcho Luis muda-se para a região, começa o desmate e torna-se um próspero fazendeiro.
Aké, incorporado à familia ainda menino, vai se tornando empregado, capataz e administrador da fazenda. Nos anos 1990, a chegada do garimpo instala o conflito entre colonos e garimpeiro. O arraial de Peixoto incha, surgem bordéis, disputas e um clima de tensão permanente.
....Toda a história é narrada na voz cabocla de Aké, no estilo rústico dos homens da terra. Apesar do plano de fundo histórico interessante, a autora peca pelo didatismo. Acaba fazendo um relato jornalístico e superficial. A novela, que poderia se aprofundar nesse caldeirão multiétnico, torna-se esquemática e previsível.
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Avaliação: Regular
(poderia ser: ruim, regular, bom ou ótimo!)

sábado, 13 de março de 2010

Opinião do Leitor

Recebi um e-mail do Sr. Gomi, que leu o Fervo da Terra e escreveu um "feedback" daqueles que todo escritor sonha receber. Obrigada, Gomi!
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Oi Deborah,
Que bom que agora tenho o seu e-mail.
A leitura do Ferv da Terra foi uma das coisas mais gostosas e emocionantes que eu experimentei neste início de ano!!!
A leitura fez-me voltar à minha infância pois eu fui criado na roça como diria o seu Aké Panará ou melhor o Juruna. A cada passagem do livro para mim era um devaneio trazendo-me a lembrança do meu curso primário e ginasial, como chamávamos naquela época, e que à luz de lamparina (espero que você saiba o que é isto) eu escrevia cartas ou cantava à luz do luar com os peões.
Sabe que no sítio do meu paí tinha sempre 10 a 15 peões que ele vinha recrutar na "Estação do Norte", como era conhecida a estação Roosevelt no Braz. Aliás eu sempre fico imaginando como é que o meu pai com aquele português todo "trevessado", como diria o Juruna, conseguia andar por São Paulo na década de 40 e levar aqueles peões para a cidade de Pompéia, a 500 km de São Paulo, onde eu nasci e que era servida pela melhor estrada de ferro do estado que era a Companhia Paulista de Estrada de Ferro..
Uma coisa que eu não sabia e aprendi ao ler o seu livro é que o escritor tem que escolher o narrador e seu liguajar!! Muito interessante. Agora sei porque a maioria dos romances realmente tem um narrador.
Dada a minha criação, aquele linguajar soa para mim como uma música, pois eu era o "escriba" dos peões. Eram mineiros, baianos, alogoanos, pernabucanos, enfim todos da Bahia para cima e valentes como um touro enfurecido. Mas na hora de escrever a carta para as namoradas que eles diziam terem deixado no "nohte" eu me divertia muito com o liguajar deles, e da maneira como eles demonstravam o carinho para a amada, que era o do Juruna, e eu não podia corrigir porque as namoradas, se é que tinham, não iriam entender ao receber as cartas.
E as modas de viola!!! Cantando o "Noite Alta Céu Risonho" criação de Vicente Celestino, (você conhece?) sentado sôbre uma tora sob um pé de uma goiabeira em noite de luar, era um verdadeiro relax...
Deborah, parabéns pelo seu belo livro no qual você descreve muito bem a luta por um sonho e a sua morte na pessoa do Sr. Luiz. De uma maneira sutil você conseguiu mandar um libelo para os poderes constituidos!!! A mágua contida de Fernanda. O nascimento e o ocaso de um garimpo, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente no interior da floresta amozonica do Pará às margens do Rio Juruá, os bordéis, enfim você foi capaz de trazer tudo isso vivo em nossa visão, e no liguajar gostoso do caipira regional.
Enfim, precisamos sentar um dia e consversar sôbre estas coisas gostosas que dão um romance.
Eu vou me despedindo dizendo a você parabéns, continue escrevendo que você tem talento para tal!!!...
Um forte e fraterno abraço e beijos do
Gomi

terça-feira, 9 de março de 2010

Visão do Pezão

Agradeço à colorida matéria e as fotos que Marco Pezão (Poiesis) fez sobre a Récita Maloqueirista e re-lançamento de O Fervo da Terra no domingo passado no blog: http://circulandoverso.blogspot.com/

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Lançamento Maloqueirista

Num dia de chuva, a Récita Maloqueirista bombou para o lançamento de O Fervo da Terra! Valeu a presença de todos, foi massa! (acima, Rui Mascarenhas, no palco aberto)
Eu abri e fechei as leituras de O Fervo da Terra por meus convidados especiais:
Caco Pontes, que deu show como sempre, interpretando o encontro de Aké com Messias.
Pedro Tostes, que leu Aké na floresta
Rê Forato, surpresa da noite, lendo a parte sobre Dona Fernanda
Alinne Reis, mesmo rouca do seu lançamento ontem, leu o trecho sobre Nina
Paulo Almeida fez uma interpretação inusitada e empolgante de Aké falando dos bordéis de Peixodo de Azevedo!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lançamento Maloqueirista

Resenha Gaúcha, Rádio Guaíba

A Rádio Guaíba http://www.radioguaiba.com.br/Opiniao/Default.aspx?Blog=Mundo+Cultural, do Rio Grande do Sul, acaba de lançar uma resenha sobre O Fervo da Terra escrita pela jornalista Fernanda Coiro!
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Para quem gosta de história e, em especial, a história contemporânea do Brasil vai gostar de “O Fervo da Terra”. A obra de Deborah Goldemberg conta a história da ocupação do Mato Grosso, os conflitos da região e também as questões políticas do período - que começa nos anos 70 e segue até a década de 90. O tema central é a luta entre o gaúcho Seu Luís e os garimpeiros, liderados por Messias. O interessante, é que a obra é narrada pelo índio Akê Panará, o primeiro dono daquele espaço. Embora estivesse no local e sua família tenha sido expulsa, o índio sente uma dívida de gratidão com seus patrões, os gaúchos Luís e Fernanda, que lhe acolheram com intuito de terem ajuda na criação de gado e acredita serem eles os verdadeiros detentores daquele solo. O gaúcho tinha esse “Juruna” como seu braço direito e sonhava com o dia em que plantaria grãos na região, a fim de enriquecer. Mas, o sonho se desfaz, quando num belo dia um garimpo se instala em suas terras. A partir daí, a vida tranquila no Centro-Oeste brasileiro dá espaço para a guerra, as estratégias, jogos de interesse e apresenta os efeitos deste tipo de negócio em uma cidade, até então desabitada. De leitura fácil e envolvente, a obra nos conduz para um final surpreendente.
16/02/2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Carta de Rubelise

Aqui o comentário sobre O Fervo da Rubelise da Cunha, amiga gaúcha e Professora de Literatura Indígena na Federal de Rio Grande. Valeu Rubi!
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Querida Deborah,
Ao chegar ao final do livro, reconheci algumas partes que já havia lido no computador, mas fiquei feliz em ter deixado a surpresa do livro para tê-lo em minhas mãos, assim, impresso.
Sabe que já te considero minha amiga do coração, mas pode ter certeza que o tudo o que digo é minha profunda opinião mesmo, como a pessoa que sou, como professora, como crítica...
Fiquei realmente encantada com o poder de Aké Panará, ou melhor, com o poder deste contador de histórias... que recupera toda a força da literatura oral... Ele é um narrador e um personagem muito bem construído, complexo, por isso infinitamente encantador. Conseguiste um equilíbrio, uma simplicidade, uma honestidade... enfim, ele existe, mesmo. É verossímel ao máximo que poderia ser. Se consideras que o narrador é o principal, pode ter certeza que este é um ponto fortíssimo da tua obra, singular mesmo. Além disso, retratas um Brasil que eu ainda não havia lido na literatura brasileira... e com um conhecimento profundo, único, que a tua experiência te trouxe. Como disse aos meus colegas e alunos... temos um novo grande nome na literatura brasileira... Quando penso que só tens 33 anos!!! Que maravilha!!! Este é só o início...
Fiquei um pouco incomodada com o julgamento, sabe, ao final... sei lá, sempre me dá a impressão que no Brasil o mais fraco se rala mesmo... e fiquei achando que o Aké seria preso. Bom, de qualquer forma no final ele já é um estancieiro, casado com Dona Fernanda... que final fenomenal! E o fato de ele estar narrando a história no tribunal também traz um novo sentido à obra... é como um depoimento sobre o Brasil... ainda estou elaborando isso na minha cabeça.
...
Quanto à linguagem, eu fiquei com o Aké na minha cabeça... é um livro que a gente não quer parar de ler, a tua estratégia linguística foi ótima mesmo. Marquei algumas páginas em que ainda escapou alguma coisa de revisão, como um ponto faltando, até para auxiliar numa próxima edição do livro. Outras páginas marquei porque é dúvida minha mesmo, se quiseste deixar assim a linguagem, ou se não foi planejado... Noutro e-mail posso te enviar essas questões. Ah!
...
Um beijo grande, e até breve!
Rubelise.